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Seja bem-vindo ao blog da equipe A Bagaceira, da 10ª Gincana Literária do Colégio Monteiro Lobato.
Aqui você encontra tudo sobre todo o conteúdo programático de literatura do 3º ano do ensino médio.
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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Pré Modernismo

Pré-Modernismo
O pré-modernismo deve ser situado nas duas décadas iniciais deste século, até 1922, quando foi realizada a Semana da Arte Moderna. Serviu de ponte para unir os conceitos prevalecentes do Parnasianismo, Simbolismo, Realismo e Naturalismo.
O pré-modernismo não foi uma ação organizada nem um movimento e por isso deve ser encarado como fase.
Não possui um grande número de representantes mas conta com nomes de imenso valor para a literatura brasileira que formaram a base dessa fase.
O pré-modernismo, também conhecido como período sincrético. Os autores embora tivessem cultivado formalismos e estilismos, não deixaram de mostrar inconformismo perante suas próprias consciências dos aspectos políticos e sociais, incorporando seus próprios conceitos que abriram o caminho para o Modernismo.
Essa foi uma fase de uma grande transição que nos deixou grandes jóias como Canaã de Graça Aranha; Os Sertões de Euclides da Cunha; e Urupês de Monteiro Lobato.
O que se convencionou em chamar de Pré-Modernismo, no Brasil, não constitui uma escola literária, ou seja, não temos um grupo de autores afinados em torno de um mesmo ideário, seguindo determinadas características. Na realidade, Pré-Modernismo é um termo genérico que designa toda uma vasta produção literária que caracterizaria os primeiros vinte anos deste século. Aí vamos encontrar as mais variadas tendências e estilos literários, desde os poetas parnasianos e simbolistas, que continuavam a produzir, até os escritores que começavam a desenvolver um novo regionalismo, outros preocupados com uma literatura política e outros, ainda, com propostas realmente inovadoras.
Por apresentarem uma obra significativa para uma nova interpretação de realidade brasileira, bem como pelo valor estilístico, limitaremos o Pré-Modernismo ao estudo de Euclides da Cunha, Lima Barreto, Graça Aranha, Monteiro Lobato e Augusto dos Anjos. Assim, abordaremos o período que se inicia em 1902 com a publicação de dois importantes livros - Os sertões, de Euclides da Cunha e Canaã, de Graça Aranha - e se estende até o ano de 1922, com a realização da Semana da Arte Moderna.

Contexto Histórico

Enquanto a Europa se prepara para a Primeira Guerra Mundial, o Brasil começa a viver, a partir de 1894, um novo período de sua história republicana: com a posse do paulista Prudente de Morais, primeiro presidente civil, inicia-se a "República do café-com-leite", dos grandes proprietários rurais, em substituição a "República da Espada" (governos do marechal Deodoro e do marechal Floriano). É a áurea da economia cafeeira no Sudeste; é o movimento de entrada de grandes levas de imigrantes, notadamente os italianos; é o esplendor da Amazônia com o ciclo da borracha; é o surto de urbanização de São Paulo. Mas toda esta prosperidade vem deixar cada vez mais claros os fortes contrastes da realidade brasileira. É, também, o tempo de agitações sociais. Do abandono do Nordeste partem os primeiros gritos da revolta. Em fins do século XIX, na Bahia, ocorre a Revolta de Canudos, tema de Os sertões, de Euclides da Cunha; nos primeiros anos do século XX, o Ceará é o palco de conflitos, tendo como figura central o padre Cícero, o famoso "Padim Ciço"; em todo o sertão vive-se o tempo do cangaço, com a figura lendária de Lampião


Características

Apesar de o Pré-Modernismo não constituir uma escola literária, apresentando individualidades muito fortes, com estilos às vezes antagônicas - como é o caso, por exemplo, de Euclides da Cunha e Lima Barreto -, podemos perceber alguns pontos em comum entre as principais obras pré-modernistas.  Apesar de alguns conservadorismos, são obras inovadoras, apresentando uma ruptura com o passado, com o academismo; a linguagem de Augusto dos Anjos, ponteadas de palavras "não poéticas" como cuspe, vômito, escarro, vermes, era uma afronta à poesia parnasiana ainda em vigor; a denúncia da realidade brasileira, negando o Brasil literário herdado de Romantismo e Parnasianismo; o Brasil não oficial do sertão nordestino, dos caboclos interioranos, dos subúrbios, é o grande tema do Pré-Modernismo;
o regionalismo, montando-se um vasto painel brasileiro: o Norte e Nordeste com Euclides da Cunha; o Vale do Paraíba e o interior paulista com Monteiro Lobato; o Espírito do Santo com Graça Aranha; o subúrbio carioca com Lima Barreto; os tipos humanos marginalizados: o sertanejo nordestino, o caipira, os funcionários públicos, os mulatos; uma ligação com fatos políticos, econômicos e sociais contemporâneos, diminuindo a distância entre a realidade e a ficção.

Principais Autores

Euclides da Cunha

Euclides Rodrigues Pimenta da Cunha nasceu em 1866, em Cantagalo, Rio de Janeiro. Positivista e republicano foi expulso da Escola Militar em 1888 por motivos de rebeldia; no ano seguinte, proclamada a república, reingressa na carreira militar, entretanto, por discordar com os rumos tomados pelo governo republicano, desliga-se definitivamente do exército. Em 1867 trabalha para o jornal O Estado de São Paulo e é enviado à Bahia para cobrir a revolta de Canudos, que lá explodia. Dessa experiência resulta o livro Os Sertões, publicado em 1902. Em 1909 é assassinado no Rio de Janeiro.
Veja mais sobre Euclides da Cunha aqui.

Lima Barreto

Afonso Henriques de Lima Barreto nasceu no Rio de Janeiro a 13 de maio de 1881 e morreu na mesma cidade a 1.° de novembro de 1922. Filho de um tipógrafo da Imprensa Nacional e de uma professora pública, era mestiço de nascença e foi iniciado nos estudos pela própria mãe, que perdeu aos 7 anos de idade. Fez seus primeiros estudos e, pela mão de seu padrinho de batismo, o Visconde de Ouro Preto, ministro do Império, completou-os no Ginásio Nacional (Pedro II), entrando em 1897 para a Escola politécnica, pretendendo ser engenheiro. Teve, porém, de abandonar o curso para assumir a chefia e o sustento da família, devido ao enlouquecimento do pai, em 1902, almoxarife da Colônia de Alienados da Ilha do Governador. Nesse ano, estréia na imprensa estudantil. A família muda-se para o subúrbio do Rio de Janeiro, Engenho de Dentro, onde o futuro escritor resolve candidatar-se a um cargo vago na Secretaria da Guerra, mediante concurso público, tendo passado em 2.° lugar e ocupado a vaga, por desistência do 1.° colocado, 1903.
Veja mais sobre Lima Barreto aqui.

Monteiro Lobato


José Bento Monteiro Lobato nasceu a 18 de abril de 1882 -mas jurava de pé junto ter nascido em 1884- na cidade de Taubaté. Filho do fazendeiro José Bento Marcondes Lobato e de dona Olímpia Augusta Monteiro Lobato, ele foi, além de inventor e maior escritor da literatura infanto-juvenil brasileira, um dos personagens mais interessantes da história recente desse país. Cético, tinha como um de seus ditos preferidos o de "não acreditar em nada por achar tudo muito duvidoso". Porém, contrariando sua frase predileta, acreditou em muitas coisas durante sua vida e uma delas foi a indústria brasileira do livro, fundando, em 1918, a "Monteiro Lobato e Cia", a primeira editora brasileira. Antes de Lobato todos os livros eram impressos em Portugal; com ele inicia-se o movimento editorial brasileiro.
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Graça Aranha


José Pereira da Graça Aranha nasceu em 21 de junho de 1868, na capital do Estado do Maranhão, filho de Temistocles da Silva Maciel Aranha e de Maria da Glória da Graça. Faleceu no Rio de Janeiro, em 26 de janeiro de 1931. Foi um dos membros fundadores da Academia Brasileira de Letras. Formado em Direito exerceu a magistratura no interior do Estado do Espírito Santo, fato que lhe iria fornecer matéria para um de seus mais notáveis trabalhos - o romance "Canaan", publicado com grande sucesso editorial em 1902. Ao traçar-lhe o perfil o romancista Afrânio Peixoto se manifestara da seguinte forma: "Magistrado, diplomata, romancista, ensaísta, escritor brilhante, às vezes confuso, que escrevia pouco, com muito ruído". Na França publicou, em 1911, o drama "Malazarte". De 1920, já no Brasil, é "A estética da vida" e, três anos mais tarde, "A correspondência de Joaquim Nabuco e Machado de Assis". Na famosa Semana da Arte Moderna, realizada no Teatro Municipal de São Paulo, Graça Aranha profere, em 13/02/1922, a conferência intitulada: "A emoção estética na arte moderna". Iniciou-se uma fase agitada nos círculos literários do país. Graça Aranha é considerado um dos chefes do movimento renovador de nossa literatura, fato que vai acentuar-se com a conferência "O Espírito Moderno", lida na Academia Brasileira de Letras, em 19 de junho de 1924, na qual o orador declarou: "A fundação da Academia foi um equívoco e foi um erro".
Veja mais sobre Graça Aranha aqui.

Augusto dos Anjo


Augusto Carvalho Rodrigues dos Anjos nasceu na Paraíba, em 1884. De uma família de proprietários de engenhos, assiste, no início do século XX. à decadência da antiga estrutura fundiária. Dedica-se ao magistério, lecionando em seu estado natal e no Rio de Janeiro.Em 1914, transfere-se para Leopoldina, Minas Gerais, para assumir a direção de um grupo escolar, onde vem a falecer aos 30 anos de idade.
Augusto dos Anjos é um poeta único em nossa literatura. Sua poesia é a soma de todas as tendências (costuma-se dizer de todos os "ismo" da virada de século. Se o auto de Eu é o poeta do "mau gosto" do escarro, dos vermes, é também um cientificista.

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terça-feira, 13 de setembro de 2011

Vanguardas Europeias

Introdução

Vanguarda (deriva do francês avant-garde) em sentido literal faz referência ao batalhão militar que precede as tropas em ataque durante uma batalha. Daí deduz-se que vanguarda é aquilo que "está à frente". Desta forma, todo aquele que está à frente de algo e portanto aquele que está à frente do seu tempo em uma atitude poderia se intitular como pertencente a uma vanguarda. Desta dedução surge a definição adotada por uma série de movimentos artísticos e políticos do fim do século XIX e início do século XX. Os movimentos europeus de vanguarda eram aqueles que, segundo seus próprios autores, guiavam a cultura de seus tempos, estando de certa forma à frente deles. Muitos destes movimentos acabaram por assumir um comportamento próximo ao dos partidos políticos: possuíam militantes, lançavam manifestos e acreditavam que a verdade encontrava-se com eles. Muitos outros artistas e movimentos artísticos, posteriores, por sua atitude semelhante a das vanguardas europeias canônicas, poderiam ser referidos pelo termo vanguarda, sendo usual, porém, utilizarmos o termo somente para os artistas participantes daquelas, especialmente para fins didáticos. Octavio Paz utiliza o termo para definir toda estética considerada "fundadora", que representa uma ruptura nos padrões artísticos de sua época.



Futurismo

O futurismo é um movimento artístico e literário, que surgiu oficialmente em 20 de fevereiro de 1909 com a publicação do Manifesto Futurista, pelo poeta italiano Filippo Marinetti, no jornal francês Le Figaro. Os adeptos do movimento rejeitavam o moralismo e o passado, e suas obras baseavam-se fortemente na velocidade e nos desenvolvimentos tecnológicos do final do século XIX. Os primeiros futuristas europeus também exaltavam a guerra e a violência. O Futurismo desenvolveu-se em todas as artes e influenciou diversos artistas que depois fundaram outros movimentos modernistas.

Expressionismo

O expressionismo costuma ser entendido como a deformação da realidade para expressar mais subjetivamente a natureza e o ser humano, dando primazia à expressão dossentimentos mais que à descrição objetiva da realidade. Entendido desta forma, o expressionismo é extrapolável a qualquer época e espaço geográfico. Assim, com frequência qualificou-se de expressionista a obra de diversos autores como Matthias Grünewald, Pieter Brueghel, o Velho, El Greco ou Francisco de Goya. Alguns historiadores, para o distinguir, escrevem "expressionismo" –em minúsculas– como termo genérico e "Expressionismo" –em maiúsculas– para o movimento alemão.

Cubismo

O Cubismo tratava as formas da natureza por meio de figuras geométricas, representando todas as partes de um objeto no mesmo plano. A representação do mundo passava a não ter nenhum compromisso com a aparência real das coisas. Historicamente o Cubismo originou-se na obra de Cézanne, pois para ele a pintura deveria tratar as formas da natureza como se fossem cones, esferas e cilindros. Entretanto, os cubistas foram mais longe do que Cézanne. Passaram a representar os objetos com todas as suas partes num mesmo plano. É como se eles estivessem abertos e apresentassem todos os seus lados no plano frontal em relação ao espectador. Na verdade, essa atitude de decompor os objetos não tinha nenhum compromisso de fidelidade com a aparência real das coisas. O pintor cubista tenta representar os objetos em três dimensões, numa superfície plana, sob formas geométricas, com o predomínio de linhas retas. Não representa, mas sugere a estrutura dos corpos ou objetos. Representa-os como se movimentassem em torno deles, vendo-os sob todos os ângulos visuais, por cima e por baixo, percebendo todos os planos e volumes.

Dadaismo

Embora a palavra dada em francês signifique cavalo de madeira, sua utilização marca o non-sense ou falta de sentido que pode ter a linguagem (como na fala de um bebê). Para reforçar esta ideia foi estabelecido o mito de que o nome foi escolhido aleatoriamente, desta forma, abrindo-se uma página de um dicionário e inserindo-se um estilete sobre ela. Isso foi feito para simbolizar o caráter anti-racional do movimento, claramente contrário à Primeira Guerra Mundial e aos padrões da arte estabelecida na época. Em poucos anos o movimento alcançou, além de Zurique, as cidades de Barcelona, Berlim, Colônia, Hanôver, Nova York e Paris. Muitos de seus seguidores deram início posteriormente ao surrealismo e seus parâmetros influenciam a arte até hoje.

Surrealismo

O Surrealismo veio a definir o modernismo no período entre as duas Grandes Guerras Mundiais. Reúne artistas anteriormente ligados ao Dadaísmo ganhando dimensão internacional. Fortemente influenciado pelas teorias psicanalíticas de Sigmund Freud (1856-1939), mas também pelo marxismo, o surrealismo enfatiza o papel do inconsciente na atividade criativa. Um dos seus objetivos foi produzir uma arte que, segundo o movimento, estava sendo destruída pelo racionalismo. O poeta e crítico André Breton (1896-1966) é o principal líder e mentor deste movimento.

Modernismo e 1ª Fase Modernista (Heróica)

Modernismo



Introdução

Denomina-se Modernismo ao movimento literário iniciado a partir de 1922, época da realização da Semana de Arte Moderna.

Sem dúvida, é o Modernismo o mais significativo momento dá literatura brasileira, uma vez que nele vai surgir uma produção literária genuinamente brasileira, sem influências européias. livre de toda ceia que, nos movimentos anteriores, era apenas dissimulada, com o colorido verde-amarelo. De um modo geral tem-se dividido o Modernismo em fases. A primeira vai de 1922 a 1928: é essa uma fase de ruptura, de franca hostilidade àquilo que se considerava acadêmico, clássico ou tradicional. A segunda estende-se de 1928 a 1945: neste período, passados os exaltados momentos de oposição, os autores modernistas buscaram construir uma nova estética sobre os escombros da destruição anterior. Uma preocupação com o homem e seus problemas já conota a literatura de feição universalista e urbana que começava a se estabelecer. A terceira fase, iniciada a partir de 1945, caracteriza-se pela pesquisa estética. Um período que vai experimentando mudanças importantes a cujo desenrolar assistimos ainda

A Semana de Arte Moderna

É considerada o marco inicial do Modernismo brasileiro. A Semana ocorreu entre 13 e 18 de fevereiro de 1922, no Teatro Municipal de São Paulo, com participação de artistas de São Paulo e do Rio de Janeiro. O evento contou com apresentação de conferências, leitura de poemas, dança e música. O Grupo dos Cinco, integrado pelas pintoras Tarsila do Amaral e Anita Malfatti e pelos escritores Mário de Andrade, Oswald de Andrade e Menotti Del Picchia, liderou o movimento que contou com a participação de dezenas de intelectuais e artistas, como Manuel Bandeira, Di Cavalcanti, Graça Aranha, Guilherme de Almeida, entre muitos outros.

Os modernistas ridicularizavam o parnasianismo, movimento artístico em voga na época que cultivava uma poesia formal. Propunham uma renovação radical na linguagem e nos formatos, marcando a ruptura definitiva com a arte tradicional. Cansados da mesmice na arte brasileira e empolgados com inovações que conheceram em suas viagens à Europa, os artistas romperam as regras preestabelecidas na cultura.

A primeira fase do Modernismo

O movimento modernista no Brasil contou com duas fases: a primeira foi de 1922 a 1930 e a segunda de 1930 a 1945. a primeira fase caracterizou-se pelas tentativas de solidificação do movimento renovador e pela divulgação de obras e ideias modernistas.

Os escritores de maior destaque dessa fase defendiam estas propostas: reconstrução da cultura brasileira sobre bases nacionais; promoção de uma revisão crítica de nosso passado histórico e de nossas tradições culturais; eliminação definitiva do nosso complexo de colonizados, apegados a valores estrangeiros. Portanto, todas elas estão relacionadas com a visão nacionalista, porém crítica, da realidade brasileira.

Principais Autores

Oswald de Andrade

Em 11 de janeiro de 1890 nasce em São Paulo José Oswald de SousaAndrade, filho único de José Oswald Nogueira de Andrade e Inês Henriqueta Inglês de Sousa Andrade. Inicia seus estudos, em 1900, na Escola Modelo Caetano de Campos, ainda marcado pelo fato de haver presenciado a mudança do século. Em 1901, vai para o Ginásio Nossa Senhora do Carmo. Tem como colega Pedro Rodrigues de Almeida, o “João de Barros” do”Perfeito Cozinheiro das Almas desse mundo...”. Em 1903, transfere-se para o Colégio São Bento. Lá tem como colega o futuro poeta modernista Guilherme de Almeida.

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Mário de Andrade

Mário Raul de Moraes Andrade nasceu em 1893, em São Paulo. Intelectual de múltiplas facetas, Mário de Andrade além de poeta, romancista e excelente contista, foi crítico literário, professor de piano e de história. Fundou o Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e foi professor da Universidade do Distrito Federal, onde regeu a cadeira de Filosofia e História da Arte. Participante ativo do movimento modernista brasileiro, e a mais importante figura da geração de 22, deixou-nos numa obra vista e importante. Morreu em 1945 em São Paulo.

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Manuel Bandeira

Manuel Carneiro de Souza Bandeira Filho nasceu em 1886 no Recife. Ainda jovem, muda-se para o Rio de Janeiro, onde faz seus estudos secundários. Em 1903 transfere-se para São Paulo e matricula-se na Escola Politécnica. Acometido de tuberculose, abandona os estudos e volta para o Rio de Janeiro. A partir de então , desenganado várias vezes pelos médicos, inicia uma peregrinação pelas melhores casas de saúde em estações climáticas do Brasil e da Europa.


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2ª Fase Modernista (Poesia)

A poesia dessa segunda fase do Modernismo representa um amadurecimento e um aprofundamento das conquistas da geração de 1922, percebendo-se, inclusive, a influência exercida por Mário e Oswaldo de Andrade sobre os jovens que iniciaram suas produções poéticas após a realização da Semana. Lembrando, a propósito, que Carlos Drummond de Andrade dedica seu livro de estréia, Alguma poesia (1930), a Mário de Andrade; Murilo Mendes, com o seu livro História do Brasil, segue a trilha aberta por Oswaldo, repensando a nossa história com muito humor e ironia.



Principais Autores

Carlos Drummond de Andrade


Carlos Drummond de Andrade nasceu em 1902, em Itabira - MG. Realizou os primeiros estudos em Itabira, Belo Horizonte e Nova Friburgo, formando -se em Farmácia, em 1925. Sem interesse pela profissão de Farmacêutico, licenciou Geografia e Português, dedicando-se também ao jornalismo, atividade que encerrou em 1985. Em 1928, ingressou no funcionalismo, tendo exercido, entre outros cargos, a chefia de gabinete de ministro da Educação. Apesar de vários convites nunca se candidatou a uma vaga na Academia Brasileira de Letras. Morreu no Rio de Janeiro, onde residia desde 1933
   Carlos Drummond de Andrade é sem dúvida, o maior da poesia contemporânea brasileira.

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Cecília Meireles


Cecília Benevides de Carvalho Meireles nasceu em 1901 no Rio de Janeiro, diplomou-se como professora pela Escola Normal (Instituto de Educação - RJ) em 1917. Além de se dedicar ao magistério primário, colaborou nos principais jornais cariocas e deu cursos de Literatura Brasileira no Estados Unidos e no México. Premiada duas vezes pela Academia Brasileira de Letras, soma-se também à sua biografia o título de doutora honoris causa, da Universidade de Delhi (Índia), morreu com 63 anos no Rio de Janeiro.

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Murilo Mendes


Murilo Monteiro Mendes nasceu em 1901 em juiz de Fora (MG). Fez os primeiros estudos na cidade natal mudando-se para o Rio de Janeiro em 1920. De 1957 até sua morte em 1975, lecionou estudos brasileiros em Roma. Em 1972, recebeu o Prêmio Etna - Taormina.



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Jorge de Lima


Jorge Mateus de Lima nasceu em 1895 na cidade de união (AL). Formado em Medicina, foi deputado estadual em Alagoas e professor universitário. Em 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde foi presidente da Câmara de Vereadores do antigo Distrito Federal
    A exemplo de Mendes, Jorge Lima também trilhou caminhos curiosos na literatura brasileira: de poeta parnasiano em XIV alexandrinos, chega a poesia social paralelamente a poesia religiosa. A poesia social apresenta belas composições quando Jorge de Lima assume a coloração regional, usando a memória de um menino branco marcado por uma influencia repleta de imagens de engenhos e de negros trabalhando em regime de escravidão.
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Vinicius de Moraes


Marcus Vinicius de Melo Moraes nasceu em 1913 no Rio de Janeiro. Bacharelou-se em Direito, em 1933. Dez anos depois ingressou na carreira diplomática, tendo servido em diversos países. Dedicou-se ao cinema e a música popular brasileira que se convencionou chamar Bossa Nova.




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2ª Fase Modernista (Prosa)

As transformações vividas pelo país na década de 1930 o consequente questionamento das tradicionais oligarquias, os efeitos da crise econômica mundial. os choques ideológicos levando as posições mais definidas e engajadas formam um campo propicio ao desenvolvimento de um romance caracterizado pela denúncia social, verdadeiro documento da realidade brasileira, que exprime um elevado grau de tensão nas relações de eu com mundo.

Numa incessante busca do homem brasileiro, o regionalismo ganha uma importância até então não alcançada na literatura brasileira, levando ao extremo as relações do personagem com o meio natural e social. Destaques merecem os escritores nordestinos, que vivenciam a passagem de um Nordeste medieval para uma nova realidade capitalista e imperialista.
O primeiro romance representativo do regionalismo nordestino foi "A Bagaceira" de José Américo de Almeida, publicado em 1928. Verdadeira (a seca, os retirantes, o engenho) e ao caráter social do romance do que aos valores estéticos.


Principais Autores

Graciliano Ramos

Graciliano Ramos nasceu em 1892, em Quebrangulo (AL). Fez os primeiros estudos no interior de Alagoas e tentou jornalismo no Rio de Janeiro. Regressou a Palmeiras do Índios (AL), cidade da qual foi prefeito em 1928, renunciando ao cargo depois de dois anos e passando a dirigir a Imprensa Oficial do estado. Em 1933, foi nomeado Diretor da Instrução Pública. Por suspeita de ligação com o comunismo, foi demitido e preso em 1936. Remetido ao Rio de Janeiro, permaneceu encarcerado na Ilha Grande, onde escreveu Memórias do Cárcere. Em 1945, aderiu ao Partido Comunista Brasileiro e morreu em 1953.
   Graciliano Ramos é hoje considerado por grande parte da crítica o nosso melhor romancista moderno. E mais, é tido como autor que levou ao limite o clima de tensão presente nas relações homem/meio social, tensão geradora de um relacionamento violento, capaz de moldar personalidades e de transfigurar o que os homens têm de bom. Nesse contexto violento, a morte é uma constante: é o final trágico e irreversível, decorrente de um relacionamento impraticável. Encontramos suicídios com Caetés e São Bernardo, assassinato em Angústia e As Mortes do Papagaio e da Cadela Baleia em Vidas Secas.

Veja mais sobre Graciliano Ramos aqui.

Rachel de Queiroz 


Rachel de Queiroz nasceu em Fortaleza, Ceará, em 1910. Sua infância foi vivida, parte na capital cearense, parte na fazenda da família no interior do estado, com rápidas passagens por Belém do Pará e pelo Rio de Janeiro. Essa instabilidade deveu-se a seca de 1915, que atingiu a propriedade da sua família. Estréia em livro no ano de 1930, publicando o romance O Quinze. Nos anos seguintes milita no Partido Comunista Brasileiro e em 1937 é presa por suas ideias esquerdistas. A partir de 1940 dedica-se a crônica jornalista e ao teatro. Em 1977, quebra uma tradição, ao ser a primeira mulher admitida na Academia Brasileira de Letras.

Veja mais sobre Rachel de Queiroz aqui.
José Lins do Rego 


José Lins do Rego Cavalcanti nasceu em 1901 em Pilar. De sua família ligada à produção açucareira criou-se no engenho do avô, fato que iria influenciar a sua obra. Formou-se em Direito, no recife, e foi promotor em Minas Gerais e fiscal de bancos, em Maceió, onde convivei com Graciliano Ramos, Rachel de Queiroz e Jorge de Lima. Em 1935, fixou residência no Rio de Janeiro e, em 1953 foi eleito membros da Academia Brasileira de Letras. Faleceu em 1957 no Rio de Janeiro.




Veja mais sobre José Lins do Rego aqui.

Érico Veríssimo


Érico Veríssimo nasceu em 1905 em Cruz Alta - RS. Ainda moço, em sua cidade natal, empregou-se no comercio, foi bancário e sócio de uma farmácia. Em 1930, transferiu para Porto Alegre, onde Depois de trabalhar alguma tempo como desenhista e de publicar alguns pontos na imprensa local, empregou-se na Editora Globo, como secretário do Departamento Editorial. Viajou duas vezes aos Estados Unidos onde ministrou curso de Literatura Brasileira. Morreu em 1975 na cidade de Porto Alegre.





Veja mais sobre Érico Veríssimo aqui.





                 

domingo, 28 de agosto de 2011

3ª Fase Modernista

Terceira Fase (1945-1960) ou fase de reflexão: de ponderação sobre a linguagem (metalinguagem), com o retorno a alguns modelos estilísticos tradicionais, ao que soma uma temática universalista.

Introdução

A literatura brasileira também passa por profundas alterações, com algumas manifestações representando muitos passos adiante e outras, um retrocesso. O tempo, excelente crítico literário, encarrega-se da seleção.

A prosa tanto nos romances como nos contos, aprofunda a tendência já trilhada por alguns autores da década de 1930 em busca de uma literatura intimista, de sondagem psicológica, introspectiva, com destaque todo especial para Clarice Lispector.

Ao mesmo o tempo o regionalismo adquire nova dimensão com a produção fantástica de João Guimarães Rosa e sua recriação dos costumes e falas sertanejas, penetrando fundo na psicologia do jagunço do Brasil Central

Na Poesia, final dos anos 1940 revela um dos mais importantes poetas da nossa literatura, não filiado esteticamente a qualquer grupo e aprofundador das experiências modernistas anteriores: João Cabral de Melo Neto. Como contemporâneos seus, e com alguns pontos de contato com sua obra, devem ser ainda citados Ferreira Gullar e Mauro Mota.



Contexto Histórico

Encerra a Segunda Grande Guerra, que havia concentrado todas as grandes atenções no plano internacional, os problemas internos do país vem novamente a tona. São fatos marcantes no período de 45 a 50.
  1. 1945 Término da Segunda Guerra Mundial
  2. 1946 Eleição de Eurico Gaspar Dutra
  3. 1950 Eleição de Getúlio Vargas
  4. 1954 Suicídio de Getúlio Vargas
  5. 1955 Eleição de Jucelino Kubitschek
  6. 1960 Inauguração de Brasília

Principais Autores

  • Guimarães Rosa

João Guimarães Rosa nasceu em 1908 em Codisburgo-MG. Formou-se em medicina e exerceu a profissão até 1934, quando ingressa na carreira diplomática, servindo na Alemanha, Colômbia e França. Em 1963 foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras, Adiando a posse até 1967. Morreu naquele ano três dias depois da solenidade da posse, vítima de um ataque cardíaco.
Publicando seu primeiro livro, Sagarana, em 1946, um ano após a queda de Getúlio Vargas e o início das produções da chamada geração de 45. Guimarães Rosa apontaria novos rumos para a literatura brasileira.
Veja mais sobre Guimarães Rosa aqui. E veja suas obras aqui.



                                        Guimarães Rosa - Mestres da Literatura - 1 de 3


Parte 2 e Parte 3 (Final)


  • Clarice Lispector

Clarice Lispector nasceu em 1925 na Ucrânia. Ela veio para o Brasil aos dois meses de idade. Criou-se no Recife, mudando-se para o Rio de Janeiro aos doze anos. Formou-se em Direito e aos dezessete anos escreveu seu primeiro livro Perto do coração selvagem.
Clarice Lispector é o principal nome de uma tendência intimista da moderna literatura brasileira. Sua obra apresenta como principal eixo o questionamento do ser humano, resultando no chamado romance introspectivo. "Não tem pessoas que cosem para fora?" - Eu coso para dentro. Assim explica a autora o ato de escrever.
Veja aqui a autobiografia de Clarice Lispector. E suas obras aqui.









                                                          Entrevista com Clarice Lispector Parte 1
                 
            Parte 2, Parte 3, Parte 4 e Parte 5

                                               


  • João Cabral de Melo Neto

João Cabral de Melo Neto, nasceu no Recife em 1920. Em 1942 estréia o livro Pedra do sono, onde é nítida a influência de Carlos Drummond de Andrade e Murilo Mendes. Em 1945 publica O Engenheiro, em que se manifestam rumos definidos de sua obra. Nesse mesmo ano presta concurso para carreira diplomática, servindo na Espanha, Inglaterra, França e Senegal. Em 1969 é eleito por unanimidade para a Academia Brasileira de Letras.
A poesia de João Cabral de Melo Neto se caracteriza pela objetividade na constatação da realidade, do cotidiano, desenvolvendo-se em alguns casos, em direção ao surrealismo.

Veja mais sobre João Cabra de Melo Neto aqui. E suas obras aqui.

                                              Entrelinhas - João Cabral de Melo Neto


Concretismo

Introdução

Concretismo foi a mais importante corrente de vanguarda da nossa literatura, surgido em 1950, influenciando poetas, artistas plásticos e músicos. A intenção deste movimento concreto era desvincular o mundo artístico do natural e distinguir forma de conteúdo. Defendia a nacionalidade e rejeitava o expressionismo, o acaso, a abstração lírica e a aleatória.

Características

Os poetas concretistas brincavam com as formas, cores, decomposição e montagem das palavras, para tais efeitos, recorreram ao futurismo e ao cubismo. O aproveitamento do espaço do papel, a valorização do conteúdo sonoro e visual, possibilidades de diversas leituras através de diferentes ângulos e o banimento do verso são mais algumas características desse movimento.

Principais Autores

  • Décio Pignatari

Poeta, ensaísta, tradutor, romancista, contista, advogado, dramaturgo, publicitário e professor, nasce em Jundiaí, São Paulo, filho de imigrantes Italianos, mas cedo transfere-se para Osasco, onde morou até os 25 anos. Publica seus primeiros poemas na Revista Brasileira de Poesia, em 1949. No ano seguinte estréia com o livro de poemas, Carrossel, e em 1952 funda o grupo e edita a revista-livro Noigrandes, com os amigos, os poetas irmãos, Haroldo de Campos (1929 - 2003) e Augusto de Campos (1931). Em 1953 forma-se em direito pela Universidade de São Paulo (USP) e em seguida viaja para Europa, onde passa dois anos, mantendo contatos com diversos intelectuais. Em 1956 o grupo Noigrandes lança oficialmente o movimento de poesia concreta, durante a Exposição Nacional de Arte Concreta, no Museu de Arte Concreta de São Paulo. 

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                                         Entrevista com Décio Pignatari - Vereda Literária
Parte 2 e Parte 3 (Final)

  • Augusto de Campos

Augusto Luis Browne de Campos, poeta, advogado, tradutor e ensaísta, nasce em São Paulo, irmão mais novo do também poeta, tradutor e ensaísta Aroldo de Campos (1929 - 2003) Em 1949 é publicado na Revista Brasileira de Poesia, o clube de poesia de São Paulo, ligado a chamada, geração de 45. Em 1951, Estreia com edição independente com o livro de poemas O Rei Menos o Reino. No ano seguinte com o irmão Haroldo e o poeta e ensaísta Décio Pignatari (1927) Forma o grupo Noigrandes, e edita a revista-livro Homônima. Em 1955, publica no seu segundo número da Noigrandes uma serie de poemas em cores, Poetamenos, considerado o marco inaugural da poesia concreta no Brasil.

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                                              Augusto de Campo e Cid Campos - Tensão