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terça-feira, 13 de setembro de 2011

2ª Fase Modernista (Prosa)

As transformações vividas pelo país na década de 1930 o consequente questionamento das tradicionais oligarquias, os efeitos da crise econômica mundial. os choques ideológicos levando as posições mais definidas e engajadas formam um campo propicio ao desenvolvimento de um romance caracterizado pela denúncia social, verdadeiro documento da realidade brasileira, que exprime um elevado grau de tensão nas relações de eu com mundo.

Numa incessante busca do homem brasileiro, o regionalismo ganha uma importância até então não alcançada na literatura brasileira, levando ao extremo as relações do personagem com o meio natural e social. Destaques merecem os escritores nordestinos, que vivenciam a passagem de um Nordeste medieval para uma nova realidade capitalista e imperialista.
O primeiro romance representativo do regionalismo nordestino foi "A Bagaceira" de José Américo de Almeida, publicado em 1928. Verdadeira (a seca, os retirantes, o engenho) e ao caráter social do romance do que aos valores estéticos.


Principais Autores

Graciliano Ramos

Graciliano Ramos nasceu em 1892, em Quebrangulo (AL). Fez os primeiros estudos no interior de Alagoas e tentou jornalismo no Rio de Janeiro. Regressou a Palmeiras do Índios (AL), cidade da qual foi prefeito em 1928, renunciando ao cargo depois de dois anos e passando a dirigir a Imprensa Oficial do estado. Em 1933, foi nomeado Diretor da Instrução Pública. Por suspeita de ligação com o comunismo, foi demitido e preso em 1936. Remetido ao Rio de Janeiro, permaneceu encarcerado na Ilha Grande, onde escreveu Memórias do Cárcere. Em 1945, aderiu ao Partido Comunista Brasileiro e morreu em 1953.
   Graciliano Ramos é hoje considerado por grande parte da crítica o nosso melhor romancista moderno. E mais, é tido como autor que levou ao limite o clima de tensão presente nas relações homem/meio social, tensão geradora de um relacionamento violento, capaz de moldar personalidades e de transfigurar o que os homens têm de bom. Nesse contexto violento, a morte é uma constante: é o final trágico e irreversível, decorrente de um relacionamento impraticável. Encontramos suicídios com Caetés e São Bernardo, assassinato em Angústia e As Mortes do Papagaio e da Cadela Baleia em Vidas Secas.

Veja mais sobre Graciliano Ramos aqui.

Rachel de Queiroz 


Rachel de Queiroz nasceu em Fortaleza, Ceará, em 1910. Sua infância foi vivida, parte na capital cearense, parte na fazenda da família no interior do estado, com rápidas passagens por Belém do Pará e pelo Rio de Janeiro. Essa instabilidade deveu-se a seca de 1915, que atingiu a propriedade da sua família. Estréia em livro no ano de 1930, publicando o romance O Quinze. Nos anos seguintes milita no Partido Comunista Brasileiro e em 1937 é presa por suas ideias esquerdistas. A partir de 1940 dedica-se a crônica jornalista e ao teatro. Em 1977, quebra uma tradição, ao ser a primeira mulher admitida na Academia Brasileira de Letras.

Veja mais sobre Rachel de Queiroz aqui.
José Lins do Rego 


José Lins do Rego Cavalcanti nasceu em 1901 em Pilar. De sua família ligada à produção açucareira criou-se no engenho do avô, fato que iria influenciar a sua obra. Formou-se em Direito, no recife, e foi promotor em Minas Gerais e fiscal de bancos, em Maceió, onde convivei com Graciliano Ramos, Rachel de Queiroz e Jorge de Lima. Em 1935, fixou residência no Rio de Janeiro e, em 1953 foi eleito membros da Academia Brasileira de Letras. Faleceu em 1957 no Rio de Janeiro.




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Érico Veríssimo


Érico Veríssimo nasceu em 1905 em Cruz Alta - RS. Ainda moço, em sua cidade natal, empregou-se no comercio, foi bancário e sócio de uma farmácia. Em 1930, transferiu para Porto Alegre, onde Depois de trabalhar alguma tempo como desenhista e de publicar alguns pontos na imprensa local, empregou-se na Editora Globo, como secretário do Departamento Editorial. Viajou duas vezes aos Estados Unidos onde ministrou curso de Literatura Brasileira. Morreu em 1975 na cidade de Porto Alegre.





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